Leitura: O despertar das sombras - Capítulo 07
- 9 de set. de 2016
- 4 min de leitura

Autor: Gabriel Augusto
Publicação: Outubro de 2015
Tema central: Vampiros, família, amor e suspense
Páginas: 117
Capítulo 07
Nunca três semanas passara tão depressa.
Às aulas foram normais, digamos que até gostei das aulas da Sra. Barban sobre a literatura norte-americana.
Seth tinha se distanciado de mim. E Eric cada vez mais próximo. Estávamos juntos já algumas semanas e foram semanas maravilhosas com ele. O que me fazia ficar mais ansioso para o baile das flores.
- Chegou!!! – Luci entrou no quarto toda alegre com uma caixa de papelão.
- Ah. Finalmente chegou seu traje para o baile de amanhã.
Amanhã seria finalmente o baile das flores. Tudo estava muito corrido, o grande salão estava cheio de flores pelo chão e escadas espalhadas com vários alunos ajudando na decoração, pareciam fadas flutuando ao vento com guirlandas de rosas e tulipas.
- Estou ansiosíssimo. – Luci tinha um brilho no olhar de tanta empolgação.
- Vai ser meu primeiro baile, estou nervoso.
- Fica tranquilo vai dar tudo certo, o primeiro baile é sempre surpreendente e emocionante. – Luci e eu ficamos “amigos” de um jeito meio amigo inimigo. O que importava era que estávamos nos dando bem.
- Agora abre essa caixa quero ver sua roupa.
Desesperado e irritado com as fitas adesivas em volta da caixa marrom, Luci tirou de dentro um lindo smoking preto com detalhes em arabescos barroco bordado na lapela. Ele colocou em frente ao corpo e deu um rodopio enquanto olhava-se no espelho.
- Que amanhã chegue logo! – Luci estava deslumbrante e eu espero que eu esteja nessa pose esplendecente igual a ele.
- Mãe estou com um nó na barriga. – Minha mãe estava dando os últimos ajustes na minha roupa dessa noite. – Ai!
- Desculpa Querido. Foi o alfinete! – Minha mãe costurava divinamente, mas ela era meio desajeitada de vez em quando. – Relaxa Alex, vai dar tudo certo.
O sorriso da minha mãe sempre me confortava, sabia que naquele momento e em seu lindo rosto feliz e sereno tudo poderia ficar bem.
- Terminei. – Olhava para mim perplexa com os olhos lacrimejando.
- Posso olhar?
- Não pera! Falta um lindo toque. – Ela foi até meu antigo guarda-roupa e pegou dentro de uma caixa velha embalada em um papel felpudo preto. – Você precisa de um toque velho, mas elegante. Pronto pode olhar.
Meu Deus! Isso é possível? Como uma roupa pode mudar tanto uma pessoa, meus pais sempre diziam que eu era bonito com um tipo de beleza única. Mas nunca acreditei muito nisso, além do mais eles são pais... era obrigação deles elogiar o filho.
Porém, naquele traje composto por um blazer azul marinho, iguais às editorias de street style que vemos em revistas de moda masculina... e como ele caiu bem no meu corpo. – Foi feito para mim – Pensei. A blusa social branca e a gravata borboleta da mesma cor que o blazer combinava perfeitamente. A calça social preta modelava meu quadril e pernas. E no alto da minha cabeça um chapéu fedora de aba reta preto estilo Belle Époque, dava um toque sutil, mas que fazia toda a diferença.
- Mãe, você fez mágica aqui. – Corri em seus braços e apertei ela com um forte abraço de urso.
- Que nada só coloquei em evidência sua beleza natural.
- Amy! Terminou amor? – Meu Pai gritava dá cozinha, impaciente.
- Estamos descendo querido. Vamos filho antes que seu pai tenha um ataque.
Descendo as escadas do meu quarto indo para cozinha. Meu pai me olhou e seus olhos brilhavam.
- Você está magnifique. Estupendo... bravo, bravo – Agora ele estava batendo palmas. – Espero que esse Eric, não faça nenhuma gracinha com o meu tesouro.
- Pai... – Fiquei constrangido.
- Agora vá meu filho, divirta-se muito e cuidado.
- Obrigado mãe e pai... vocês são os melhores. – Dei um beijo nos dois e sai.
Caminhando pelas escadas indo em direção ao salão principal. Quanto mais chegava perto, mais dava para ouvir a música envolvendo o lugar.
Parei em frente a escada e olhei tudo de cima. Olhei para baixo e lá estava Eric em um terno preto com detalhes na lapela e colarinho em vermelho. Ele estava mais lindo do que nunca com seu cabelo penteado para trás, parecendo um ator de cinema vintage.
Fui ao seu encontro.
Ele fez uma reverência e estendeu sua mão.
- Você está deslumbrante. – Disse ele beijando minha mão. – Me concede essa dança?
- Claro que sim meu Senhor.
Ao nosso redor flores estavam por toda parte.
Flores de diversas formas, cores e tamanhos. Cortinas brancas penduradas em todos os vitrais com rosas grudadas nelas, tudo tão surreal... tudo tão magico. Mesas disposta de modo harmonioso complementavam o espaço vazio do salão. No palco um maestro de cabelos grisalho balançava suas mãos incessantemente dando vida ao ambiente com sua música clássica. Me lembrava muito Beethoven.
Fomos ao meio do salão e começamos a valsar. Todos aqueles vestidos rodopiando sincronizados, seguindo passo a passo a sinfonia. Luci me avistou e deu uma piscadela, quer dizer que ele tinha aprovado meu visual.
Dançando e Dançando, mais e mais... não cansava, me sentia seguro nos braços de Eric.
Alex! Ele é perigoso... para você. – Fiquei meio zonzo com a lembrança do Seth.
- Tudo bem? – Paramos de dançar, enquanto a nossa volta tudo continuava a se movimentar graciosamente.
- Preciso beber alguma coisa. – Estava com muita sede.
- Vou buscar alguma coisa para você. – Ele foi em direção a mesa de comida e bebidas.
Sentei na escada, esperando por ele.
Eric é um estupido e egocêntrico, que pensa só nele mesmo. – Outra lembrança... meu estômago embrulhou, precisava ir no banheiro.
Correndo entre os casais para ir ao banheiro masculino. Me deparei com Eric beijando Diana.
E então o mundo parou...
Acompanhe o livro:
Capítulo 02
Capítulo 03
Capítulo 04
Capítulo 05
Capítulo 06
Capítulo 07
Capítulo 08
Capítulo 09
Capítulo 10
Capítulo 11
Capítulo 12
Capítulo 13
Capítulo 14
Capítulo 15
Capítulo 16
Capítulo 17
Capítulo 18
Capítulo 19
Capítulo 20
Epílogo
Anexos
Origem dos personagens
Baixe o texto em pdf: clique aqui.






































Comentários